ARTE TUMULAR (acesse os links abaixo)
terça-feira, 20 de julho de 2010
quarta-feira, 16 de dezembro de 2009
MATTEO BEI - Obra: Pietà estilizada em mármore-Arte Tumular - Cemitério do Araçá, S.Paulo

Detalhe da lápide

ARTE TUMULAR
Base tumular em granito cinza escuro rajado e mármore branco. As laterais da superfície tumular em mármore branco e a central em granito. Na parte frontal um portal em bronze dá acesso ao túmulo. Sobre a base central em granito, suporta outra base em mármore branco com as laterais facetada e com os nomes em bronze dos sepultados. A cabeceira tumular em granito, num nicho retangular aloja um baixo relevo em mármore branco de figuras de anjos. Na frente uma escultura em mármore de uma mãe com vestes muito fina, curvada sobre o filho morto, semi-nu, recostado nos seus joelhos (Uma alusão à Pietà). Com uma das mãos ela ampara a sua cabeça expressando o grande momento de dor. Encimando o cenáculo, destaca-se de cada lado uma tocha no granito com a chama em bronze, que significa a vitória. Debaixo de cada tocha, em bronze as letras gregas alfa e ômega (principio e fim). No alto da lápide o nome da família com letras em bronze (note a palavra família grafada em italiano)
Foto: Artexplorer
Descrição tumular:HRubiales
05
PERSONAGEM
Matteo Bei (Montenagno, Camaiore, 30 de julho de 1880 — São Paulo, 11 de maio de 1946) foi um empresário ítalo-brasileiro do ramo imobiliário.
Morreu aos 66 anos de idade
BIOGRAFIA
Filho de Salvador Bei e Catarina Barsotti, nasceu em 30 de julho de 1880, em Montenagno, a poucos quilômetros da cidade toscana de Lucca na Itália. Em 1899, com 19 anos emigra para o Brasil, como fizeram muitos outros italianos, fixando-se na cidade de São Paulo. Em1905, casa-se com Paulina Mei, com quem teve cinco filhos.
Em São Paulo, dedica-se a diversas atividades, até que, usando a sua habilidade empresarial e visão de desenvolvimento, concentra-se no ramo imobiliário, comprando grandes áreas de terra e loteando-as. Loteou diversas áreas em vários pontos da Capital, aproveitando o progresso e desenvolvimento do início do século XX, criando novos bairros e levando o desenvolvimento para outros. Foi um dos grandes loteadores da zona leste de São Paulo, onde há uma avenida em sua homenagem, no distrito de São Mateus , também criado por ele. Em São Vicente há uma escola municipal com seu nome.
MORTE
Faleceu em 11 de maio de 1946, em São Paulo.
Fonte:pt.wikipedia.org
Formatação e pesquisa:HRubiales
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Matteo Bei
CACILDA BECKER - Arte Tumular - Cemitério do Araçá, S.Paulo

ARTE TUMULAR
Base tumular em granito marrom polido em linhas reta. Na parte frontal inferior, uma porta de bronze com alegorias dá acesso ao túmulo. Do lado uma placa em bronze com o seu nome e datas. Na cabeceira tumular uma lápide retangular com o nome da família
Foto: Guilherme Primo
Descrição tumular:HRubiales
04

PERSONAGEM
Cacilda Becker Iaconis (Pirassununga, 6 de abril de 1921 — São Paulo, 14 de junho de 1969) foi uma atriz brasileira, um dos maiores mitos dos palcos nacionais.Morreu aos 48 anos de idade.
BUOGRAFIA
Filha do imigrante italiano Edmondo Yáconis e de Alzira Becker, Cacilda tinha apenas nove anos quando seus pais romperam o casamento e sua mãe viu-se obrigada a criar três filhas sozinha, uma delas a também atriz Cleyde Yáconis. Por este motivo, fixaram-se na cidade de Santos, onde Cacilda ainda jovem freqüentou os círculos boêmios e mais vanguardistas, já que por ser filha de pais pobres e separados não podia estabelecer amizade com pessoas da alta sociedade.
Cacilda começou no teatro paulista como atriz amadora e se profissionalizou em 1948. Neste ano, Nydia Lícia recusou um papel na peça "Mulher do Próximo", de Abílio Pereira de Almeida, produzida pelo Teatro Brasileiro de Comédia- TBC, para não ter que beijar nem dizer "amante" em cena, pois isto podia lhe custar o emprego numa importante loja. Cacilda, que a substituiu, exigiu ser contratada como profissional, acabando com o velho preconceito de que artista sério deveria ser diletante
O TBC entrou em declínio a partir de 1955. Os diretores italianos que o fundaram regressaram à Europa, enquanto os atores mais famosos abriram suas próprias companhias. Cacilda fundou a sua, ao lado dos atores Walmor Chagas, seu marido, de Ziembinski, e de sua irmã Cleide Yáconis que também iniciara carreira no TBC e se firmava como atriz de talento. O grupo encenou peças como "Longa Jornada Noite Adentro", de Eugene O'Neill, e "A Visita da Velha Senhora", de Durrenmatt. Atuou ainda em "Quem Tem Medo de Virgínia Woolf", de Albee, sendo especialmente lembrada por sua "Maria Stuart", de Johann Schiller.
Com a nomeação de Abreu Sodré para o Governo de São Paulo, Cacilda assumiu a Presidência da Comissão Estadual de Teatro em 1968. Durante sua gestão, fez grandes conquistas e participou ativamente na luta contra a ditadura. Sua frágil aparência contrastava com a garra com que defendia seus ideais, seus amigos e o teatro.
Em 30 anos de carreira, Cacilda encenou 68 peças, no Rio de Janeiro e em São Paulo; fez dois filmes (Luz dos Meus Olhos em 1947 e Floradas na Serra, em 1954) e uma telenovela (Ciúmes, em 1966), na TV Tupi além de outras participações em teleteatros na televisão, foi Cacilda quem inaugurou o Teatro Municipal de São Carlos com a peça Esperando Godot no começo de 1969.
Cacilda provocava paixões avassaladoras e teve três maridos. Durante a apresentação do espetáculo Esperando Godot, que encenava com o marido Walmor Chagas, na capital paulista,
MORTE
Em 6 de maio de 1969, Cacilda sofreu um derrame cerebral e foi levada para o hospital, ainda com as roupas de seu personagem. Morreu após 38 dias de coma e foi enterrada no Cemitério do Araçá, com a presença de uma multidão de admiradores.
Fontes:
pt.wikipedia.org
educacao.uol.com.br
Formatação e pesauisa:HRubiales
ANGELO CRISTOFORO -Obra: Transição - Arte Tumular - Cemitério do Araçá, S.Paulo

Detalhes
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ARTE TUMULAR
Conjunto escultórico em granito negro polido e estatuário em bronze. Composto por bases de granito em diversos níveis para o arranjo das esculturas. A parte central, retangular tem na parte inferior uma porta de bronze decorado com alegorias religiosas, suportado por duas pequenas colunas, que dá acesso ao túmulo. Em continuidade forma o primeiro nível, o mais baixo do tumulo, formando a parte frontal tumular. Encimando a base mais alta (porta de bronze), uma figura vestindo uma túnica caminha para a passagem do umbral, o portal entre a vida e a morte, construído em forma reta. Com uma das mãos se apóia na coluna do portal como se relutasse na passagem e olha para cima onde aparece um crucifixo, representando que logo estará com Deus. Outra figura ao seu lado, com as mãos as mãos nas costa, auxilia e mostra o caminho. Do lado esquerdo, num nível mais alto, o cenáculo familiar, composto por uma mães com um bebê nos braços, enquanto ao seu lado outra criança, com uma das mãos erguidas para o alto e a outra segurando a mão do pai que está atrás. Num nível mais alto, ao lado da família, um anjo com túnica e véu, ergue com a mão o crucifixo, para onde todos olham. Do lado direito, num outro nível, uma guirlanda em bronze, representando a vitória. Envolvendo a guirlanda um laço entrelaçado, representando que havia em forte elo afetivo com a família. O destaque do vaso de bronze vazio rm primeiro plano, representa a separação da alma do corpo.
TÍTULO DA OBRA: Transição
Foto: MarceloDescrição tumular:HRubiales
03
PERSONAGEM
Angelo Cristoforo (Faltam dados biográficos)
Marcadores:
+Transição 'obra,
Ângelo Cristoforo
terça-feira, 15 de dezembro de 2009
ASSIS CHATEAUBRIAND - Arte Tumular - Cemitério do Araçá, S.Paulo

Detalhe do busto

ARTE TUMULAR
Base tumular em granito marrom polido, disposta em quatro níveis com estilo reto. Na cabeceira tumular ergue-se a lápide retangular com o nome do jornalista em bronze apoiada sobre o nível mais baixo da base. Na parte central, dois níveis diferentes formam a cobertura tumular. Na parte frontal inferior, uma porta de bronze dá acesso ao túmulo. Do lado direito do túmulo, sobre o nível lateral, sobre um pedestal em granito bruto, uma escultura em bronze do busto do jornalista.
Foto:Artexplorer
Descrição tumular:HRubiales
02
Francisco de Assis Chateaubriand Bandeira de Melo, mais conhecido como Assis Chateaubriand, ou Chatô (Umbuzeiro, 4 de outubro de 1892 — São Paulo, 4 de abril de 1968) foi um dos homens públicos mais influentes do Brasil nas décadas de 1940 e1950, se destacando como jornalista, empresário, mecenas e político.Foi também advogado, professor de Direito, escritor e membro da Academia Brasileira de Letras.
Morreu aos 76 anos de idade.
INTRODUÇÃO
Chateaubriand foi um magnata das comunicações no Brasil entre o final dos anos 1930 e início dos anos 1960, dono dos Diários Associados, conglomerado que em seu auge contou com mais de cem jornais, emissoras de rádio e TV, revistas e agência telegráfica. Também é conhecido como o co-criador e fundador, em 1947, do Museu de Arte de São Paulo (MASP), junto com Pietro Maria Bardi, e ainda como o responsável pela chegada da televisão ao Brasil, inaugurando em 1950 a primeira emissora de TV do país, a TV Tupi. Foi Senador da República entre 1952 e 1957.
Figura polêmica e controversa, odiado e temido, Chateaubriand já foi chamado de Cidadão Kane brasileiro, e acusado de falta de ética por supostamente chantagear empresas que não anunciavam em seus veículos e por insultar empresários com mentiras, como o industrial Francisco Matarazzo Jr. Seu império teria sido construído com base em interesses e compromissos políticos, incluindo uma proximidade tumultuada porém rendosa com o Presidente Getúlio Vargas.
BIOGRAFIA
Nascido no Estado da Paraíba, formado pela Faculdade de Direito da capital do Estado, Assis Chateaubriand criou e dirigiu a maior cadeia de imprensa do país, os Diários Associados: 34 jornais, 36 emissoras de rádio, 18 estações de televisão, uma agência de notícias, uma revista semanal (O Cruzeiro), uma mensal (A Cigarra), várias revistas infantis e uma editora.
A estréia no jornalismo aconteceu aos quinze anos, na Gazeta do Norte. Dedicou-se então Chateaubriand ao jornalismo, escrevendo no "Jornal Pequeno" e no veterano "Diário de Pernambuco". No Diário de Pernambuco enfrentou uma situação inusitada: Teve que dormir na redação do jornal, e chegou a pegar em armas para se defender da multidão que se empoleirava na frente do jornal para protestar contra a vitória do candidato Rosa e Silva (proprietário do jornal). Em 1917, já no Rio de Janeiro, colaborou no "Correio da Manhã", em cujas páginas publicaria impressões da viagem à Europa, em 1920.
Em 1924 assumiu a direção de O Jornal - o denominado "órgão líder dos Diários Associados" - e já, no mesmo ano, consegue comprá-lo graças a recursos financeiros fornecidos por alguns "barões-do-café" liderados por Carlos Leôncio (Nhonho) Magalhães, e por Percival Farquhar que Chateubriand, alegadamente, teria recebido como honorários advocatícios. Substituiu artigos soníferos por reportagens instigantes e deu certo. A partir daí começou a constituir um império jornalístico, ao qual foi agregando importantes jornais, como o Diário de Pernambuco, o jornal diário mais antigo da América Latina, e o Jornal do Comércio, o mais antigo do Rio de Janeiro. No ano seguinte, Chatô arrebatou o Diário da Noite, de São Paulo. Nessa altura, já tinha o jornal líder de mercado na maioria das capitais brasileiras.
A ascensão do império jornalístico de Assis Chateaubriand deve ser entendida no quadro das transformações políticas do Brasil durante as décadas de 1920 e 1930, quando o consenso político oligárquico e fechado da República Velha, centrado em torno da elite agrária de São Paulo, começou a ser contestado por elites burguesas emergentes da periferia do país; não é uma coincidência que Chateaubriand tenha apoiado o movimento revolucionário de 1930, que levou Getúlio Vargas ao poder, assim como durante toda sua vida tenha fanfarroneado a condição de provinciano que chegou ao centro do poder como uma espécie de bucaneiro político. A ética quase nunca constava da estratégia empresarial: chantageava as empresas que não anunciassem em seus veículos, publicava poesias dos maiores anunciantes nos diários e mentia descaradamente para agredir os inimigos. Farto de ver o nome na lista de insultos, o industrial Francisco Matarazzo ameaçou "resolver a questão à moda napolitana: pé no peito e navalha na garganta". Chateaubriand devolveu: "Responderei com métodos paraibanos, usando a peixeira para cortar mais embaixo". Foi também inimigo declarado de Rui Barbosa e
Rubem Braga. Apesar disso Chatô teve relação cordiais (e sempre movidas a interesses econômicos) com muitas pessoas influentes, o Conde Francisco Matarazzo, Rodrigues Alves, o presidente do poderoso truste canadense de utilidades públicas Light & Power Alexander Mackenzie, o empresário americano Percival Farquhar e Getúlio Vargas.
Em 1941 promoveu a Campanha nacional da aviação, com o lema "Dêem asas ao Brasil", na qual foram criados a maioria dos aeroclubes pelo interior do Brasil, juntamente com Joaquim Pedro Salgado Filho, então Ministro da Guerra do governo Getúlio Vargas
Caracterizou-se aliás - muito embora fosse um representante típico da burguesia nacional emergente da época - pelas posturas pró-capital estrangeiro e pró-imperialismo, primeiro o britânico, depois o americano: além de muito ligado aos interesses da City londrina (a escandalosa embaixada na Inglaterra, na década de 1950, foi a realização de um velho sonho pessoal), conta a anedota que ele teria uma vez dito que o Brasil, perante os EUA, estava na condição de uma "mulata sestrosa" que tinha de aceder às vontades do seu gigolô…
Não obstante a amoralidade assumida, Assis foi um empresário genuíno, com espírito inquieto e empreendedor, sempre adquirindo novas tecnologias para os Diários Associados, foi assim com a máquina Multicolor, a mais moderna máquina rotativa que se tinha noticia, e cujo o grupo de Chateaubriand foi o 1º e único a possuir por longo tempo, e foi assim também com os serviços fotográficos da Wide World Photo, esses serviços possibilitavam uma transmissão de fotos do exterior com uma rapidez muito maior do que possuía qualquer outro veículo nacional. Foi assim também com a publicidade, grandes contratos de exclusividade para lançamento de produtos com a General Eletric, e para o Pó achocolatado Toddy, cujos anúncios estavam sempre nas paginas dos jornais e revistas. Além disso, a moda dos anúncios em jornal pegou e nas páginas dos jornais dos Diários Associados apareciam anúncios sobre modess e cheque bancário, itens que na década de 1930 eram revolucionários.
Publicou mais de 11870 artigos assinados nos jornais dando oportunidades a escritores e artistas desconhecidos que depois virariam grandes nomes da literatura, do jornalismo e da pintura, dentre eles Graça Aranha, Millôr Fernandes, Anita Malfatti, Di Cavalcanti,Cândido Portinari, entre outros.
Com o tempo Chateaubriand foi dando menos importância aos jornais e focando em novas empreitadas, como o rádio e a televisão. Na década de 1960 os jornais atolavam-se em dívidas e trocavam as grandes reportagens por matérias pagas. Foi assim, com esse espírito de vencedor, empreendedor, às vezes sem muita ética, mais temido do que amado, que Assis Chateaubriand fundou e ruiu em dívidas (advindas das novas tecnologias importadas) com o maior império das telecomunicações no país.
Dois dos veículos de comunicação lançados no início da década por Assis Chateaubriand o jornal Correio Braziliense, junto com a TV Brasília fundados em 21 de abril no mesmo dia da fundação de Brasília.
A única obra que ficou para a posteridade foi o Museu de Arte de São Paulo (MASP), com uma coleção particular de pinturas de grandes mestres europeus que ele havia sabido adquirir a preços de ocasião na Europa empobrecida do Pós-Segunda Guerra Mundial (em aquisições por vezes financiadas a base da chantagem de empresários brasileiros), coleção esta que o presidente Juscelino Kubitschek havia tido o bom senso de, durante o governo, colocar sob a gestão de uma fundação, em troca de auxílio governamental ao pagamento de parte da astronômica dívida do condomínio associado.
Em 10 de agosto de 1967, Assis Chateaubriand entregou ao Magnífico Reitor da Fundação Universidade Regional do Nordeste (hoje UEPB), Prof. Edvaldo de Souza do Ó, o primeiro acervo do Museu Regional de Campina Grande, localizado em Campina Grande - PB. O acervo foi chamado de "Coleção Assis Chateaubriand, com 120 peças. A partir daí o museu passou a ser chamado de "Museu de Artes Assis Chateaubriand".
Em 1968 morria Chateaubriand, velado ao lado de duas pinturas dos grandes mestres: um cardeal de Velázquez e um nu de Renoir, simbolizando, segundo o protegido, o arquiteto italiano e organizador do acervo do MASP Pietro Maria Bardi, as três coisas que mais amou na vida: O poder, a arte e a mulher pelada. Morreu também com o império se esfacelando e com o surgimento do reinado de Roberto Marinho.
O Condomínio Acionário das Emissoras e Diários Associados é conjunto o 6º maior grupo de comunicações do país. Tendo como carro chefe cinco jornais em grandes cidades do Brasil, líderes em suas respectivas praças (dos 15 que ainda restam).
Foi um dos homens mais influentes do Brasil nas décadas de 40 e 50 em vários campos da sociedade brasileira. Foi dono de um império jornalístico – os Diários e Emissoras Associadas –, que começa a se formar no final dos anos 1930 e chega a reunir mais de cem jornais, revistas, estações de rádio e de TV. Pioneiro na transmissão de televisão brasileira, cria a TV Tupi em 1950.
Durante o Estado Novo, consegue de Getúlio Vargas a promulgação de um decreto que lhe dá direito à guarda de uma filha, após a separação da mulher. Nesse episódio, profere uma frase célebre: "Se a lei é contra mim, vamos ter que mudar a lei". Em 1952 é eleito senador pela Paraíba e em 1955 pelo Maranhão, em duas eleições escandalosamente fraudulentas. É temido pelas campanhas jornalísticas que move, como a em defesa do capital estrangeiro e contra a criação da Petrobrás. Funda o Museu de Arte de São Paulo em 1947. Com o suicídio de Getúlio Vargas, assume a cadeira 37 da ABL- Academia Brasileira de Letras. Trabalha até o final da vida, mesmo depois de uma trombose ocorrida em 1960, que o deixa paralisado e capaz de comunicar-se apenas por balbucios e por uma máquina de escrever adaptada.
Deixou os Diários Associados para um grupo de 22 funcionários, atualmente liderados por Álvaro Texeira da Costa.
MORTE
Morreu em 1968 vitima de complicações da trombose. Foi velado ao lado de duas pinturas: um cardeal de Velázquez e um nu de Renoir, simbolizando, segundo Bardi, as três coisas que mais amou: o poder, a arte e a mulher.
Fonte: pt.wikipedia.org
Formatação e pesquisa:HRubiales
FRANCISCA JÚLIA DA SILVA -Obra: Musa Impassível-Arte Tumular-Cemitério do Araça, São Paulo
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Original na Pinacoteca em São Paulo
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Cópia atual em bronze no cemitério
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Original que estava no cemitério: vista frontal

Vista do lado direito
ARTE TUMULAR
Magnífica escultura em mármore de carrara, medindo 2,50 x 1,10 metros, pesando 3 toneladas. O artista procurou aliar o refinamento da arte clássica ao vigor da arte moderna, para representar a poetisa, na mais augusta expressão dos seus olhos, do seu busto ereto, das suas mãos rítmicas, das suas vestes fina colada ao corpo, numa sensualidade criativa, há toda uma grandeza e beleza daquela musa impassível.
Em 2006, devido ao seu grande valor artístico e cultural, foi removida à Pinacoteca de São Paulo, Jardim da Luz, São Paulo, para restauração e exibição publica. No local da remoção foi colocada uma cópia em bronze.
Título da obra: Musa Impassível
Autor: Victor Brecheret (Farnese,Itália 1894 - São Paulo 1955).
Local: Quadra 6A, Terreno 9 (Cópia em bronze) e Pinacoteca de São Paulo (Original em mármore)
Autor: Victor Brecheret (Farnese,Itália 1894 - São Paulo 1955).
Local: Quadra 6A, Terreno 9 (Cópia em bronze) e Pinacoteca de São Paulo (Original em mármore)
Fotos: PMSP e Pinacoteca.com.br
Descrição tumular:HRubiales
PERSONAGEM
FRANCISCA JÚLIA da Silva Munster (Xiririca, 31 de agosto de 1871 - São Paulo,1 de novembro de 1920) foi uma poetisa brasileira.
Morreu aos 49 anos de idade.
BIOGRAFIA
Francisca Júlia escreveu sua primeira poesia aos 5 anos de idade, durante seu momento de reflexão no banheiro. Sua poesia era sobre atividades vulcânicas. Descrevia nela, um vulcão que soltava gases e logo em seguida entrava em erupção,
No ano seguinte colaborou no Correio Paulistano e no Diário Popular, que lhe abriu as portas para trabalhar em O Álbum, de Artur Azevedo, e A Semana, de Valentim Magalhães, no Rio de Janeiro. Foi lá que lhe ocorreu um fato bastante curioso: ninguém acreditava que aqueles versos fossem de mulher e o crítico literário João Ribeiro, acreditando que Raimundo Correia usava um nome falso, passou a "atacá-lo" sob o pseudônimo de Maria Azevedo. No entanto a verdade foi esclarecida após carta de Júlio César da Silva enviada a Max Fleiuss.
A partir daí João Ribeiro empenha-se para que o seu primeiro livro seja publicado e, em 1895, Mármores sai pela editora Horacio Belfort Sabino. Já a essa altura era Francisca Júlia considerada grande poetisa nos círculos literários. Olavo Bilac louvou-lhe o culto da forma, a língua, remoçada "por um banho maravilhoso de novidade e frescura", sua arte calma e consoladora. Sua consagração se refletiu nas inúmeras revistas que começaram a estampar-lhe o retrato.
Em 1899 publica o Livro da Infância destinado às escolas públicas do estado. Sua intenção era começar no Brasil algum tipo de literatura destinada às crianças, algo que até então praticamente não existia. O livro trazia pequenos contos e versos "simples na forma, fluentes na narrativa e escritos no melhor e mais puro vernáculo", conforme acentuou Júlio César da Silva ao prefaciar o livro.
A experiência de Francisca Júlia com os versos infantis transferiu-se, em parte, para a sua terceira obra Esfinges, publicada em 1903. A grosso modo Esfinges é uma edição ampliada de Mármores, onde excluiu 07 composições e acrescentou 20 novas, sendo 14 inéditas.
Em 1904, no primeiro dia do ano, Francisca Júlia é proclamada membro efetivo do Comitê Central Brasileiro da Societá Internazionale Elleno-Latina, de Roma.
EM CABREÚVA
Embora vivendo um momento de consagração como grande poetisa até aquele instante, contudo, por razões nunca esclarecidas, Francisca Júlia abandona a vida pública em São Paulo e parte para Cabreúva, em 1906, onde sua mãe exercia o magistério. Passa a dedicar-se aos serviços domésticos e torna-se professora particular das crianças da região, dando aulas de piano, inclusive, a Erotides de Campos, que mais tarde viria a se tornar um famoso compositor paulista.
Foi quando conheceu um farmacêutico recém-formado da capital que lá estava de visita aos parentes. Apaixonam-se e fazem planos para o casamento. No entanto, devido a sua fama de doido na cidade, os mais íntimos se opõem ao matrimônio. Recebendo a recusa da poetisa, o jovem parte de Cabreúva com o intuito de voltar, o que não acontece: acaba se casando no Rio e todas as cartas de amor são devolvidas, chocantemente, numa caixa de sapatos.
A poetisa, então, decide voltar para São Paulo e aguarda a possibilidade de transferência da mãe para partir com ela, o que aconteceu em outubro de 1908, quando é removida para a escola de Lajeado. Ainda em Cabreúva, recusa o convite para participar da Academia Paulista de Letras por não querer ingressar sem o irmão. No mesmo ano faz a sua primeira conferência no salão do edifício da Câmara Municipal, em Itu, sobre o tema "A Feitiçaria Sob o Ponto de Vista Científico".
CASAMENTO E O FIM
Casa-se, em 1909, com Filadelfo Edmundo Munster (1865-1920), telegrafista da Estrada de Ferro Central do Brasil. Foi padrinho de seu casamento o poeta e amigo Vicente de Carvalho. Nessa época já estava compenetrada em pensamentos místicos. Isola-se e vive para o lar, recebendo visitas esporádicas de jornalistas que publicam ainda poesias suas. Em 1912 sai seu último livro, Alma Infantil, em parceria com o irmão Júlio César da Silva, que alcança notável repercussão nas escolas do Estado quando grande parte da edição é adquirida pelo Secretário do Interior, na época, Altino Arantes.
Passa a explorar temas como a caridade, a fé, vida apos a morte, reencarnação e ideologias orientais diversas (budismo). Descobre, em 1916, a doença do marido (tuberculose) e mergulha numa depressão profunda, diz ter visões, que está para morrer e tem alucinações provenientes da intoxicação do ácido úrico. Com o passar dos anos a situação se agrava, suas poesias - as poucas que ainda escreve - retratam a vontade de uma mulher que almeja a paz espiritual fora do plano terrestre. Diz, em entrevista a Correia Junior, que sua "vida encurta-se hora a hora". Mesmo assim volta a escrever para A Cigarra e promete um livro de poesias chamado Versos Áureos
MORTE
Em 1920, Filadelfo, desenganado pelos médicos, vem a falecer no dia 31 de outubro. Horas depois do cortejo, no dia seguinte, Francisca Júlia vai para o quarto repousar e suicida-se ao ingerir excessiva dose de narcóticos, vindo a falecer na manhã de 01 de novembro de 1920.
Morreu aos 49 anos de idade.
BIOGRAFIA
Francisca Júlia escreveu sua primeira poesia aos 5 anos de idade, durante seu momento de reflexão no banheiro. Sua poesia era sobre atividades vulcânicas. Descrevia nela, um vulcão que soltava gases e logo em seguida entrava em erupção,
No ano seguinte colaborou no Correio Paulistano e no Diário Popular, que lhe abriu as portas para trabalhar em O Álbum, de Artur Azevedo, e A Semana, de Valentim Magalhães, no Rio de Janeiro. Foi lá que lhe ocorreu um fato bastante curioso: ninguém acreditava que aqueles versos fossem de mulher e o crítico literário João Ribeiro, acreditando que Raimundo Correia usava um nome falso, passou a "atacá-lo" sob o pseudônimo de Maria Azevedo. No entanto a verdade foi esclarecida após carta de Júlio César da Silva enviada a Max Fleiuss.
A partir daí João Ribeiro empenha-se para que o seu primeiro livro seja publicado e, em 1895, Mármores sai pela editora Horacio Belfort Sabino. Já a essa altura era Francisca Júlia considerada grande poetisa nos círculos literários. Olavo Bilac louvou-lhe o culto da forma, a língua, remoçada "por um banho maravilhoso de novidade e frescura", sua arte calma e consoladora. Sua consagração se refletiu nas inúmeras revistas que começaram a estampar-lhe o retrato.
Em 1899 publica o Livro da Infância destinado às escolas públicas do estado. Sua intenção era começar no Brasil algum tipo de literatura destinada às crianças, algo que até então praticamente não existia. O livro trazia pequenos contos e versos "simples na forma, fluentes na narrativa e escritos no melhor e mais puro vernáculo", conforme acentuou Júlio César da Silva ao prefaciar o livro.
A experiência de Francisca Júlia com os versos infantis transferiu-se, em parte, para a sua terceira obra Esfinges, publicada em 1903. A grosso modo Esfinges é uma edição ampliada de Mármores, onde excluiu 07 composições e acrescentou 20 novas, sendo 14 inéditas.
Em 1904, no primeiro dia do ano, Francisca Júlia é proclamada membro efetivo do Comitê Central Brasileiro da Societá Internazionale Elleno-Latina, de Roma.
EM CABREÚVA
Embora vivendo um momento de consagração como grande poetisa até aquele instante, contudo, por razões nunca esclarecidas, Francisca Júlia abandona a vida pública em São Paulo e parte para Cabreúva, em 1906, onde sua mãe exercia o magistério. Passa a dedicar-se aos serviços domésticos e torna-se professora particular das crianças da região, dando aulas de piano, inclusive, a Erotides de Campos, que mais tarde viria a se tornar um famoso compositor paulista.
Foi quando conheceu um farmacêutico recém-formado da capital que lá estava de visita aos parentes. Apaixonam-se e fazem planos para o casamento. No entanto, devido a sua fama de doido na cidade, os mais íntimos se opõem ao matrimônio. Recebendo a recusa da poetisa, o jovem parte de Cabreúva com o intuito de voltar, o que não acontece: acaba se casando no Rio e todas as cartas de amor são devolvidas, chocantemente, numa caixa de sapatos.
A poetisa, então, decide voltar para São Paulo e aguarda a possibilidade de transferência da mãe para partir com ela, o que aconteceu em outubro de 1908, quando é removida para a escola de Lajeado. Ainda em Cabreúva, recusa o convite para participar da Academia Paulista de Letras por não querer ingressar sem o irmão. No mesmo ano faz a sua primeira conferência no salão do edifício da Câmara Municipal, em Itu, sobre o tema "A Feitiçaria Sob o Ponto de Vista Científico".
CASAMENTO E O FIM
Casa-se, em 1909, com Filadelfo Edmundo Munster (1865-1920), telegrafista da Estrada de Ferro Central do Brasil. Foi padrinho de seu casamento o poeta e amigo Vicente de Carvalho. Nessa época já estava compenetrada em pensamentos místicos. Isola-se e vive para o lar, recebendo visitas esporádicas de jornalistas que publicam ainda poesias suas. Em 1912 sai seu último livro, Alma Infantil, em parceria com o irmão Júlio César da Silva, que alcança notável repercussão nas escolas do Estado quando grande parte da edição é adquirida pelo Secretário do Interior, na época, Altino Arantes.
Passa a explorar temas como a caridade, a fé, vida apos a morte, reencarnação e ideologias orientais diversas (budismo). Descobre, em 1916, a doença do marido (tuberculose) e mergulha numa depressão profunda, diz ter visões, que está para morrer e tem alucinações provenientes da intoxicação do ácido úrico. Com o passar dos anos a situação se agrava, suas poesias - as poucas que ainda escreve - retratam a vontade de uma mulher que almeja a paz espiritual fora do plano terrestre. Diz, em entrevista a Correia Junior, que sua "vida encurta-se hora a hora". Mesmo assim volta a escrever para A Cigarra e promete um livro de poesias chamado Versos Áureos
MORTE
Em 1920, Filadelfo, desenganado pelos médicos, vem a falecer no dia 31 de outubro. Horas depois do cortejo, no dia seguinte, Francisca Júlia vai para o quarto repousar e suicida-se ao ingerir excessiva dose de narcóticos, vindo a falecer na manhã de 01 de novembro de 1920.
Fonte:pt.wikipedia.org
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